Estúdio criativo dedicado ao desenvolvimento de narrativas autorais.
A Lavanderia Paraíso é um estúdio criativo dedicado ao desenvolvimento de narrativas autorais que transitam entre literatura, audiovisual e investigação de campo. O projeto reúne trabalhos que exploram diferentes formas de contar histórias, combinando escrita, imagem e pesquisa como parte de um mesmo processo narrativo.
Entre seus projetos estão publicações autorais, colaborações editoriais e produções audiovisuais apresentadas em festivais no Brasil e na Europa.
Com base entre Europa e América do Sul, o estúdio desenvolve projetos que investigam memória, território e identidade, buscando formas híbridas de narrativa que cruzam literatura, cinema e documentação.
Sobre os Afetos – Erupção é um livro-arte criado em colaboração com a artista visual Flavia Regaldo.
O projeto articula fotografia e narrativa a partir da simbologia do vulcão como potência criadora e destrutiva. Inspirado por viagens ao Monte Etna e por uma residência nos Açores, o livro entrelaça montanhas, minerais e as camadas do tempo humano e cósmico.
Escrevi o texto que acompanha a série de imagens, integrando o capítulo "Erupção" à pesquisa maior da artista sobre os afetos e seus ciclos.
A publicação foi impressa e confeccionada artesanalmente na Oficina do Cego, em Lisboa, em serigrafia e tipografia.
Vídeo realizado por Lucía Alonso com texto assinado por Guilherme Vernize, Nós-Outros explora o Rio Minho em sua jornada até o mar como território de fronteira e encontro. A partir da representação fragmentada da paisagem, a peça propõe uma experiência sensorial onde limites se dissolvem e elementos se reconhecem em continuidade, sugerindo que identidade e diferença são construções que se atravessam. A montagem e o ritmo visual criam uma narrativa aberta, mais próxima de um mosaico de afetos e encontros do que de uma estrutura dramática convencional.
Curta-metragem documental dirigido por, Daniela Schuarts, Guilherme Vernize, Leonardo Salomão e Lucía Alonso, a partir do encontro com Tatunca Nara, figura controversa associada a narrativas míticas da Amazônia.
O filme observa o personagem e o imaginário que o envolve para tensionar as fronteiras entre verdade e fabulação. Entre relatos, silêncios e contradições, o documentário acompanha a construção de um mito contemporâneo que se transforma à medida que é narrado.
Uma investigação cinematográfica sobre memória, projeção e a instabilidade daquilo que tomamos como real.
Curta-metragem realizado por Guilherme Vernize, Lara Jacoski e Lucía Alonso na Amazônia peruana, Gigantes da Amazônia acompanha jovens do povo Yine em sua relação com árvores centenárias da floresta. A partir do olhar de um jovem que contempla uma Samaúma, uma das maiores árvores da Amazônia, o filme propõe uma reflexão sobre a continuidade entre gerações e o papel de se tornar guardião dessas gigantes. Entre gestos cotidianos, encontros com a floresta e momentos de observação, a obra constrói uma experiência sensível sobre memória, cuidado e permanência. Filmado principalmente em Super 8, o curta incorpora a textura da película como parte de sua atmosfera, aproximando imagem, tempo e território, e terá sua estreia no Locarno Film Festival na Suiça.